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Bandas que Merecem o Mundo: ECHOES OF MADNESS

Algumas bandas começam quando dois músicos se encontram. Outras começam quando dois músicos se reencontram.

Bandas que Merecem o Mundo: ECHOES OF MADNESS
Bandas que Merecem o Mundo: ECHOES OF MADNESS (Foto: Reprodução)

BANDAS QUE MERECEM O MUNDO: ECHOES OF MADNESS

Algumas bandas começam quando dois músicos se encontram. Outras começam quando dois músicos se reencontram.


Existe uma curiosa diferença entre formar uma banda e retomar uma história.

O Echoes Of Madness, de São Paulo, pertence à segunda categoria.

Criada oficialmente em 2020, a banda nasceu inicialmente como um projeto solo do multi-instrumentista Edgard Junior, durante um período em que o mundo inteiro parecia ter apertado o botão de pausa. Mas aquela história já havia começado muito antes.

Nos anos 1990, Edgard e Maurício Melendez fizeram parte da Engrave, uma banda de Power Metal. O tempo passou, os caminhos mudaram e a música ficou, por algum tempo, em algum lugar do passado.

Até que os dois músicos se reencontraram. E, em vez de simplesmente olhar para trás, decidiram fazer algo bastante mais interessante: olhar para frente carregando consigo tudo aquilo que haviam aprendido pelo caminho.

Nascia o Echoes Of Madness.

E talvez o próprio nome da banda seja uma boa maneira de entender essa trajetória. Porque existem ecos que não desaparecem.


DO PASSADO PARA O PRESENTE

Edgard começou o Echoes Of Madness como um projeto autoral e, posteriormente, Maurício Melendez juntou-se à empreitada. O resultado foi uma formação que reúne duas histórias musicais diferentes, mas com uma origem em comum.

A proposta musical passa pelo Heavy Metal clássico, pelo Power Metal e por elementos de Progressive Metal, sem abandonar outras influências que foram sendo incorporadas ao longo da trajetória.

Dio, Judas Priest, Angra e Dream Theater aparecem entre as referências que ajudam a construir esse universo, mas o Echoes Of Madness não parece interessado em simplesmente reproduzir aquilo que já foi feito. A ideia é utilizar essas influências como matéria-prima. E isso faz diferença. Porque influência é uma coisa. Identidade é outra.


INDEPTH MIND

O primeiro grande registro dessa nova fase veio em 2022, com o álbum Indepth Mind. Antes dele, singles como “Drowned in Madness”, “Warriors”, “The One”, “Luz”, “Time”, “Scars from the Ashes”, “Seize It!”, “Set Yourself Up” e “Tornerò” ajudaram a apresentar ao público a identidade que estava sendo construída.

O álbum consolidou aquele primeiro momento do Echoes Of Madness.

É Heavy Metal, mas não é apenas Heavy Metal.

É Power, mas não se limita ao Power.

É progressivo quando precisa ser, melódico quando a música pede e pesado quando é hora de simplesmente deixar as guitarras falarem.

E existe algo especialmente interessante nessa construção: a banda trabalha de maneira independente. Sem a estrutura gigantesca de uma indústria por trás, o Echoes Of Madness foi construindo seu caminho através de composição, gravações e lançamentos, mantendo o controle sobre aquilo que queria fazer.Talvez seja justamente aí que esteja uma das características mais interessantes da banda. Ela não parece estar correndo atrás de uma tendência. Está construindo uma trajetória.


ALGUMAS HISTÓRIAS NÃO TERMINAM

Mas existe um momento na história do Echoes Of Madness em que música e memória deixam de ser coisas separadas.

Em 2025, David Dantas, antigo vocalista e amigo de Edgard, faleceu. David também fazia parte daquela história anterior, ligada à Engrave. E então o passado voltou a bater à porta.

Em 2026, o Echoes Of Madness lançou o EP Far Beyond To The Future. O trabalho traz duas músicas. Uma delas é “Future”, uma nova versão de uma composição da antiga Engrave, utilizando inclusive um trecho dos vocais de David.

A outra é “Far Beyond”, uma homenagem à amizade e à memória de alguém que fez parte daquela caminhada. É difícil ouvir essa história sem perceber uma espécie de círculo se fechando.

A banda dos anos 1990.

O tempo.

O reencontro.

A nova banda.

A perda.

E, finalmente, uma antiga música ressurgindo décadas depois através de novas mãos e da voz de alguém que já não está aqui. Talvez seja isso que a música faça de melhor. Ela consegue guardar aquilo que o tempo não consegue.


E O ECO CONTINUA

O Echoes Of Madness não ficou preso ao passado. Depois de Indepth Mind, vieram novos singles e uma evolução natural do projeto, entre eles “A New Breathing”, “Cyclic”, “Lord of the Night”, “Goya”, “Seventh Sky”, “The 41's”, “Redemption”, “Still Here” e “The Shining”.

E agora a banda prepara um novo capítulo.

Em 2026, “Shadows” chegou como um dos singles do próximo álbum. A música mergulha em temas como conflito interior, dor, ansiedade, culpa e busca por respostas. E talvez seja justamente por isso que ela funcione tão bem como retrato da fase atual da banda.

O Echoes Of Madness não é mais aquele projeto que estava descobrindo o que poderia ser.

Agora existe uma história.

Existe experiência.

Existe passado.

Existe perda.

E existe, principalmente, vontade de continuar.


POR QUE ECHOES OF MADNESS?

Porque o Brasil está cheio de bandas que merecem ser descobertas. Algumas precisam de uma grande gravadora. Outras precisam de um festival gigantesco. Algumas precisam apenas que alguém pare por alguns minutos e aperte o botão de play.

O Echoes Of Madness pertence a essa última categoria.

É uma banda formada por músicos que já viveram uma história antes de começar esta história.

Uma banda que nasceu em meio a um dos períodos mais estranhos da história recente.

Que transformou experiências antigas em música nova.

Que perdeu alguém pelo caminho e decidiu transformar memória em homenagem.

E que continua compondo, gravando e olhando para o futuro.

Talvez o nome nunca tenha sido tão apropriado.


Echoes Of Madness.


Ecos do passado.

Ecos das pessoas que passaram por nossas vidas.

Ecos das músicas que acreditávamos ter deixado para trás.

Mas também ecos que apontam para alguma coisa que ainda está por vir.

E talvez seja justamente aí que esteja a razão pela qual esta banda merece o mundo.

Não porque já tenha chegado lá.

Mas porque ainda está caminhando.


A HISTÓRIA CONTINUA: AGORA, NAS PALAVRAS DA BANDA

Conhecer a trajetória do Echoes Of Madness é apenas o começo. Por trás das composições, dos reencontros e das homenagens, existem experiências, escolhas e histórias que ajudam a compreender o que move esses músicos.

Em uma entrevista exclusiva para o projeto Bandas Que Merecem o Mundo, Edgard Junior e Maurício Melendez falam sobre suas origens musicais, a liberdade de criar sem se prender a rótulos, os desafios da produção independente e os próximos passos do Echoes Of Madness.


1. Antes de tudo, quem é o Echoes Of Madness?

Para quem ainda não conhece a banda, como vocês a apresentariam? Quem são os integrantes, quais funções desempenham e como definiriam a identidade musical do projeto?

Edgard: Por enquanto um Duo (quem sabe no futuro uma banda) que curte fazer um som mais pesado e com conteúdo, não importando muito a vertente, desde que seja algo que nos dê prazer em compor. 

2. Voltando ao começo...

A história de vocês passa pela Engrave, banda de Power Metal dos anos 1990. Como foi aquela experiência e o que vocês guardam daquela época? Vocês imaginavam que voltariam a trabalhar juntos tantos anos depois?

 Edgard: Foi uma época excelente! Aprendi muito, muitas ideias, um cenário musical incrível. Vários lugares e um ótimo público para tocar...Diversão é a palavra! Pra mim, Edgard Junior, nunca foi pela grana. Temos consciência do alcance do Heavy Metal no Brasil e mesmo assim valeu muito a pena. Foi uma grata surpresa, pois sentia falta de uma voz, uma que eu não alcançava. Foi quando apareceu o Maurício Melendez. Colocou a expressão que eu procurava na voz principal das músicas.







3. O reencontro e o nascimento do Echoes Of Madness

Em 2020, Edgard Junior iniciou o projeto, que posteriormente passou a contar com Maurício Melendez. Como aconteceu esse reencontro musical? Em que momento vocês perceberam que aquela ideia poderia se transformar em uma banda com identidade própria?

Edgard: Quando comecei o projeto, a ideia era fazer algo 100% do jeito que eu imaginava quando tinha banda Sem a correria de estúdios onde escorria o dinheiro e a constante sensação de que poderia sair mais dali. Sem palpites genéricos, do tipo famigerado “deixa assim mesmo” que eu sentia que me corroía por dentro... Desde o começo a ideia era criar algo que já tivesse alma, uma identidade. Isso realmente não foi um problema e acredito que aconteceu naturalmente. (Mauricio). No meu caso um amigo em comum nosso que também foi vocalista da Engrave, Eric Gladyanz, me apresentou os sons, eu curti e pedi o contato do Edgard... o resto está aí nas plataformas digitais.

4. Por que Echoes Of Madness?

Todo nome carrega uma história, uma ideia ou alguma inspiração. Como surgiu o nome da banda? Existe algum significado especial por trás dele ou alguma relação com os temas que vocês exploram nas composições?

Edgard: Talvez por ser um Duo onde não há regras de composição, onde deve-se manter determinado estilo com uma rigidez comercial. Fazer o som que vem à cabeça sem pensar em rótulos, se vai “vender” ou não...liberdade para soar do jeito que quisermos, com a condição de que seja o Metal, gênero que sou realmente apaixonado. É muita energia!

5. As influências e a identidade musical

O som de vocês passeia por diferentes vertentes do metal, do Heavy e Power Metal a elementos progressivos. Quais artistas e bandas mais influenciaram sua formação musical? E como vocês equilibram essas referências para construir um som que tenha a identidade do Echoes Of Madness?

Edgard Junior: além de bandas de diversas vertentes do metal, curto demais vários outros gêneros de músicas, difícil organizar aqui, mas somente músicas de bom gosto que de alguma forma mexeram comigo.

Maurício Melendez: Estou junto com o Edgard. se contar minhas influências fora do metal os metaleiros de plantão vão me matar! mas acho que todo mundo deve se dar a oportunidade de apreciar outros estilos e com isso juntar e criar coisas “novas”. Repertório é tudo na vida.  

6. Indepth Mind: o primeiro grande capítulo

Lançado em 2022, Indepth Mind reuniu uma fase importante do trabalho da banda. Como foi o processo de composição e produção do álbum? Existe alguma música desse trabalho que represente especialmente aquilo que vocês queriam expressar naquele momento?

Na minha opinião (Edgard Junior) ...Drowned in Madness. Essa eu gostaria de um retrabalho (e quem sabe não o faça). Acho muito boa!

Na minha (Mauricio Melendez) acho que todas têm a sua importância até porque o momento em que fizemos isso foi muito especial. Pandemia, todos fechados em suas casas .... eu gravei o vocal de muitas músicas no banheiro da minha casa ... dei um jeito de forrar o banheiro e fiquei muitas horas dedicado a aprender como gravar os vocais de uma maneira minimamente descente, sem a ajuda de ninguém. 

Acho que o resultado até que foi bom... podíamos melhorar e avançar, como de fato o fizemos..., mas o começo é o começo... destaco “Luz” que eu compus no metrô voltando para casa ... e foi como uma luz no fim do túnel mesmo, porque realmente aquele momento não foi fácil pra ninguém.



7. Compor, gravar e lançar de forma independente

Construir uma banda autoral exige muito mais do que escrever músicas. Como tem sido a experiência de trabalhar de maneira independente? Quais são as maiores dificuldades e, por outro lado, quais liberdades vocês valorizam nesse modelo?

Na verdade, era algo que sempre quis fazer. Sonhava em ter meu Home Studio. Foi me organizando para conquistar. O desafio é a parte técnica de produção e isso estudo até hoje com notória evolução. Mas sei que dá pra tirar mais deste aprendizado, sem mencionar que é um excelente passatempo para mim. E o melhor de tudo [é que faço tudo no TEMPO que eu quiser, sem me preocupar com prazos. A única coisa que devo me atentar é com o final da produção. Ele deve existir, ou a música não é lançada. De resto é diversão!

8. A música como memória: Far Beyond To The Future

Em 2026, vocês lançaram o EP Far Beyond To The Future, que traz as músicas “Far Beyond” e “Future”. Esta última retoma uma composição da antiga Engrave e utiliza um trecho dos vocais de David Dantas, antigo vocalista e amigo de vocês, que faleceu em 2025.

Qual é a história por trás desse lançamento? Como foi revisitar essa composição e transformar a música em uma forma de preservar a memória de alguém que fez parte da trajetória de vocês?

Sentimos que devíamos isso a ele. Foi peça importante na era Esdra/Engrave. Foi uma homenagem legítima para um cara que foi muito importante para a existência da banda na época.

9. Uma discografia em constante evolução

Ao longo dos anos, vocês lançaram singles como “Cyclic”, “Lord Of The Night”, “Goya”, “Seventh Sky”, “Redemption” e “Still Here”, entre outros. Olhando para essa trajetória, como vocês percebem a evolução do Echoes Of Madness? O que mudou na maneira de compor, gravar ou pensar a música desde os primeiros lançamentos?

Estou estudando, ouvindo grandes referências, experimentando, aprendendo, quebrando a cabeça para tentar trazer uma qualidade sonora cada vez melhor, e ir me aproximando do que acho o ideal como massa sonora no gênero.

10. Shadows: o momento atual

“Shadows” é apresentada como uma das músicas de trabalho da nova fase da banda e antecipa o próximo álbum. O que vocês podem contar sobre a composição, a letra e o conceito da faixa? Ela dá pistas sobre o caminho musical que podemos esperar do próximo disco?

A composição inicial foi feita por mim (Mauricio Melendez). Ela era uma música que eu estava trabalhando em outro projeto e ficou guardada. Vi que com alguns ajustes e novas ideias poderia se encaixar bem no que estávamos fazendo no Echoes Of Madness. Então passei a música para o Edgard dar uma analisada e colocar o nosso estilo. Deu certo! 

Ela dá uma pista sobre a nossa diversidade de estilos que é o que sempre vai marcar o Echoes Of Madness – Esse eco de loucura!

11. O que vem pela frente?

Com um novo álbum no horizonte, quais são os próximos planos do Echoes Of Madness? Podemos esperar novos singles, videoclipes, apresentações ao vivo ou outras novidades? E qual seria o próximo passo que vocês mais gostariam de dar como banda?

Sim! Estamos trabalhando para progredir como Duo e compositores, como o Edgard disse no começo: quem sabe uma banda? Não descartamos, mas não temos pressa em fazê-lo.


12. Uma mensagem para quem está descobrindo vocês agora

Para encerrar, imaginem alguém que acabou de ouvir o Echoes Of Madness pela primeira vez através da Metal World Web Radio.

O que vocês gostariam de dizer a essa pessoa? Onde o público pode acompanhar o trabalho da banda, ouvir as músicas e ficar por dentro dos próximos lançamentos?

Esse é o Echoes Of Madness – Ecos de sentimento, adrenalina, realidade .... de loucura!

Descubram mais no nosso Instagram: @eom_the_band e no Facebook: @echoes_of_madness

Nossas músicas no: Spotfiy, deezer, youtube, Apple music, Amazon ... e as demais plataformas digitais disponíveis!



Uma conversa que vai além dos discos e revela um pouco mais sobre as pessoas por trás do som.


A história você já conhece. Agora, é hora de ouvir quem faz parte dela.


🤘 LEIA A ENTREVISTA COMPLETA COM O ECHOES OF MADNESS

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